Homenagem aos Alunos da Escola Intensivos Cursos.
Sem sombra alguma de dúvidas, educar nunca foi uma tarefa fácil. Pois não é apenas transmitir informações, dar aulas, explicar, ao revés, é semear no solo fértil das mentes dos alunos o desejo pelo saber. É propiciar mudanças, quebrar barreiras, romper fronteiras, germinar o amor e formar, sobretudo, seres melhores, cidadãos melhores, pessoas melhores, éticas e probas.
Educar é oxigenar as mentes dos alunos estimulando-os ao aprender. É prepará-los para a “escola da vida”, onde os títulos acadêmicos nem sempre significam sabedoria, pois nela os parâmetros são diferentes.
Enquanto na escola tradicional temos que resolver os problemas de matemática, álgebra, aprendermos as regras de gramática e ortografia, na escola da existência temos que resolver as mazelas que a vida nos apresenta, razão pela qual a educação de verdade constrói pontes ao invés de muros. Possibilita sonhos ao invés de contos. Forma pensadores ao invés de repetidores. Transforma e não só informa, mas educa.
O educador de verdade tem os pés no chão, mas sua cabeça está sempre nas alturas porque acredita que quem está à sua frente não é um cliente esperando para ser atendido, mas uma pessoa aguardando orientações para seguir seus passos.
Aliás, já dizia Pitágoras, “eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. De certo modo, essa citação vem ao encontro dos ensinamentos do Mestre da Vida, Jesus Cristo, que chegou a afirmar: “Eduque a criança no caminho em que deve andar e até o fim da vida não se desviará dele”. (Provérbios 22.6)
É só se pensando em educação que se pode sonhar com um amanhã melhor, mais justo, mais ético, mais belo e colorido. E não há como se falar em educação sem pensar em professores. Assim como não há justiça sem operadores que apliquem as leis, tal qual não há educação sem professores. Os dois são as duas faces de uma mesma moeda.
Afinal, uma escola não se constrói apenas com tijolos e vigas, mas, sobretudo, com professores, com pessoas comprometidas com o ensino.
E é bem verdade que a realização do professor não está no quanto recebe, mas na satisfação em ver uma aluna, um aluno alçando voos altaneiros, fazendo de seus sonhos realidades, pois educar é sempre um sacerdócio. É se entregar de corpo e alma, de puro coração. Educar é ensinar por amor a profissão sem pensar em sua remuneração!
É viver os ensinamentos do Mestre da Vida de que é melhor dar do que receber.
Ou como diria Gabriel Chalita, “sua emoção pode ser percebida na emoção do mestre que vê as letras sem significado ganhando forma. Nos números fazendo sentido. Nos conceitos sendo enraizados. Na observação do aluno a percorrer firmemente as sendas fascinantes do saber.”
Isso é educação e seus personagens são: Professor e aluno, sempre numa sinergia, numa troca de experiência onde a sala de aula é mais uma extensão do prazer de viver !
Pois educar é sempre semear em solos férteis e se encantar com a colheita! É formar discípulos e conduzir sonhos. É lapidar diamantes!
É por isso que o professor de verdade nunca despreza a contribuição do aluno, pois acredita que a vida é um eterno aprender.
O professor de verdade nunca passa sem antes deixar uma lembrança e marcar a vida daquele que o ouviu falar.
O professor de verdade é aquele em que se faz ser respeitado não pelo temor, pelo medo, mas pelo exemplo!
O professor de verdade não é aquele que explana, mas mostra o caminho para se chegar à resposta.
Até por que, já dizia um certo provérbio árabe, “você pode levar um camelo à fonte, mas este só beberá se sentir sede”. É por isso que enxergo o professor como àquele que tem a incumbência de fomentar, despertar no aluno esse desejo de ir até fonte: a sala de aula e dela jamais se cansar de beber!
É por isso que o professor de verdade não vê a sala de aula como um palco onde ele seja o protagonista e o aluno o ator coadjuvante, mas todos como iguais, pois a magia da educação só se perfaz quando há da parte de quem ensina amor pelo que faz, amor para com seus alunos, amor a profissão, amor no ensinar…
Comprometimento com a educação, respeito pelo aluno e desejo de muito mais do que explicar; transformar àquele que o ouve em, pelo menos, um ser melhor!
Assim, deixo aqui, com muito pesar pela despedida, mas com muita alegria pelo carinho, cordialidade que tiveram comigo, respeito e acima de tudo, esta amizade sadia e gostosa que nascera, registrado minha satisfação em tê-los conhecido. Pois só há professor quando há alunos para compartilhar experiências!
Tenho por certo que a onde estiverem serão as vitrines, à luz que brilha em meio à podridão que paira no setor Público e, indubitavelmente, estenderam o baluarte da Justiça que pulsa em vossas artérias.
Tenho certeza que não serão mais um ou mais uma a se alimentar dos seios da máquina judiciária, mas agregarão valor e certamente farão o que é há muito se clama: JUSTIÇA, pois Justiça que tarda não é justiça!
Mesmo por que, por detrás de uma simples folha de papel que os Senhores irão se deparar há uma mãe, uma senhora necessitando de remédios, uma criança necessitando de alimentos, um empresário a beira de uma falência, um pai de família desesperado e um profissional que dedicou tempo, algumas horas de trabalho e estudo.
Não é a toa que a nomenclatura mudou. Hoje não se fala em funcionário público e, sim, servidor público – àquele que está ali para atender, desempenhar seu papel com idoneidade, eficiência e, sobretudo, servir à população.
Ademais, agradeço a todos sem distinção, pois tais lembranças não foram tecidas tão-somente nas páginas de minha memória como também nas veredas de meu coração e na minha alma, as quais certamente levarei pelo resto de minha vida!
Pois ser professor é sempre um privilégio e esse privilégio compartilho com cada um de vocês que me fazem querer ainda mais continuar a trilhar esta linda profissão e acreditar na educação!
Esses treze encontros que tivemos foram inesquecíveis, especiais, se não dizer mágicos. Creio eu que esta amizade não ficará apenas nos espaços físicos de uma sala de aula. Certamente florescerá como a primavera e suas sementes germinaram sem precedentes, cujas flores, mesmos nos mais rigorosos invernos, permaneceram intactas como dantes.
Assim, apesar de triste pela despedida, o que me conforta é que carrego em meu ímpeto a certeza de que, dessa turma, muitos, se não todos, encontrarei nos fóruns da vida, ocupando altos postos de trabalho no Poder Judiciário e galgando patamares cada vez mais altos, pois para àqueles que enxergam como as águias o céu é o limite, porquanto não há muralhas que possam impedir àqueles que sabem aonde querem chegar!
E, por fim, peço vênia para transcrever uma frase que sempre me deparo quando estou no Fórum de Americana que é: “não diga à Deus o tamanho de seu problema, diga à seu problema o tamanho de seu Deus”.
Razão pela qual São Marcos, intitulado o discípulo do amor, chegou a expressar: “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. (Marcos 9.23).
Assim sendo, um cordial abraço à todos vocês alunos e alunas, aos responsáveis pela Instituição de Ensino que me acolheram de braços abertos e desempenham com muita seriedade, dedicação, amor, zelo e afinco à Administração da Escola Intensivo Cursos, Ana e Célia, por esta rica oportunidade que me deram, por este convite que considero como uma dádiva, um verdadeiro presente que é lecionar!
Prazer em conhecê-los, sucesso nos concursos, uma excelente prova no domingo e lembre-se: não há obstáculos que não possam ser vencidos!
E, para finalizar, faço das palavras de Carlos Drummond de Andrade as minhas: “Fácil é dizer “oi” ou “como vai”? Difícil é dizer “adeus”.
Portanto, obrigado por fazerem parte do diário de minha existência e se alegrem com a certeza da vitória! Certamente, seus nomes estarão estampados na lista dos aprovados!
Estou desde já torcendo por cada um de vocês!
Obrigado e boa sorte à todos!
Por Lucas Peres Torrezan – Advogado e Professor de Direito em
Cursos Preparatórios para Concursos.
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