Justiça bloqueia bens de donos da Planej
Pessoas que compraram apartamentos reclamam de prejuízos e acusam a construtora de descumprir contratos
A Justiça de Americana determinou ontem o bloqueio de R$ 69 mil de dois sócios da construtora Planej para garantir o pagamento de uma indenização ao comprador de um apartamento da empresa, que não foi entregue na data contratada. A decisão faz parte de um bloco de 17 processos movidos por clientes contra a empresa.A maioria dos processos trata do atraso para a entrega de 44 imóveis, que deveriam ter ficado prontos no ano passado.
O escritório de advocacia Torrezan e Felipe cuida atualmente de seis processos e representa o caso que resultou no bloqueio dos bens. De acordo com o advogado Diego Felipe, a casa do seu cliente – que pediu para não ser identificado – deveria ter sido entregue em dezembro de 2010, mas em março deste ano a obra sequer havia saído do papel. O processo ocorreu sem que a construtora apresentasse defesa.
Aline Felippe, 29, foi a primeira pessoa a tornar públicos os problemas entre compradores e a construtora. Ela comprou uma casa em construção no condomínio Jacarandá, no Parque Universitário, e agora estuda entrar com um processo coletivo contra a Planej. “As cinco famílias do condomínio estão avaliando a melhor alternativa para reaver os prejuízos”, afirmou.
RESSARCIMENTO
Além de pedidos de indenização e processos por danos morais, há também processos para a execução de títulos extrajudiciais, que visam ressarcir empresas que fizeram negócios com a construtora. Também estão em andamento outras duas autorizações de penhora de bens para ressarcimento dos prejuízos, que estão sendo calculados.
Rogério Stoque é administrador da imobiliária Ampla, parceira da Planej na venda da maioria das propriedades. Ele afirmou que está formulando um processo judicial contra a construtora para tentar receber uma dívida de R$ 300 mil. “O problema é que o dono da construtora desapareceu e agora fica um advogado despachando no escritório”, reclamou.
A reportagem do TodoDia entrou em contato por telefone com a construtora para marcar uma entrevista. Uma funcionária da empresa informou que nenhum dos proprietários se encontrava para falar e forneceu o telefone do advogado Ageu Gambaro, que cuidaria do caso. As ligações não foram atendidas. Ao retornar a ligação para a imobiliária, a ligação também não foi mais atendida.
Por THOMAZ FERNANDES – AMERICANA
Fonte: http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=591752
